15/01/2026
A montagem da segunda estação geradora de energia fotovoltaica de Volta Redonda, no bairro Nova Primavera, está concluída. Todos os 5.744 módulos de placas fotovoltaicas com capacidade de 575 Watts-pico (Wp) cada um, distribuídos em quatro blocos, estão instalados. A usina passou pelo primeiro teste na última semana de 2025 e aguarda, agora, a inspeção da concessionária Light. A previsão é que a unidade comece a operar ainda no início deste ano. Quando estiver em funcionamento, a usina deve gerar uma economia de quase R$ 5 milhões por ano ao município.
De acordo com o engenheiro Sebastião Leite, que coordena pela prefeitura o projeto de construção da usina fotovoltaica, a usina já passou pelo comissionamento a frio, que testa e verifica individualmente cada componente e subsistema sem energização, garantindo que a instalação física e elétrica esteja correta.
“As próximas etapas são a inspeção da concessionária e o comissionamento a quente – fase crucial de testes de um sistema após sua energização, onde os equipamentos operam sob condições reais de carga para validar desempenho, estabilidade, eficiência –, que vão apontar a necessidade de algum ajuste nos equipamentos”, explicou Leite, acrescentando que a implantação está na fase de construção do acesso – arruamento – da portaria e parametrização do equipamento, para que funcione de forma otimizada e atenda às necessidades específicas, além de permitir o acompanhamento do processo.
O investimento no projeto da nova estação é de R$ 12,2 milhões. A contrapartida da Light é a construção da rede de conexão, com valor estimado de R$ 932 mil, que vai levar a energia até a Rua Edson Pedro, no Nova Primavera – portaria da usina, onde será integrada à rede de distribuição da empresa.
A economia virá por meio de um acordo entre o governo municipal e a concessionária de energia. A usina vai funcionar no esquema on-grid, em que a unidade é conectada à rede da concessionária e sua produção é descontada do gasto equivalente pelo governo municipal. No caso dessa parceria, o desconto virá na conta de unidades do Saae-VR (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Volta Redonda). A expectativa de geração de energia da usina é de 356,4 mil kilowatts por mês, isso proporcionaria um abatimento médio de R$ 400 mil mensais – aproximadamente R$ 5 milhões por ano.
Dessa forma, o retorno do investimento terá início cerca de três anos depois da inauguração, sendo que uma unidade do tipo tem expectativa de funcionar por pelo menos 15 anos com eficiência máxima de captação, e, depois disso, uma vida útil de cinco a dez anos de funcionamento com uma eficiência entre 80% e 85%.
Mais eficiência
O local escolhido pela Prefeitura de Volta Redonda para implantação da usina – um morro localizado na Fazenda Três Poços, com acesso pela Pedreira Volta Redonda – está virado para a direção norte, o que vai permitir uma maior captação de energia solar durante todo o ano, devido à angulação em que as placas estão sendo colocadas.
“Para ter uma ideia, esse projeto de energia solar tem capacidade para alimentar mais de duas mil residências”, informou Sebastião Leite, acrescentando que as placas solares instaladas são bidirecionais (bifaciais), gerando energia tanto na parte superior quanto através do reflexo na parte inferior, aumentando a eficiência.
O prefeito Antonio Francisco Neto afirmou que a economia significativa para os cofres públicos; o retorno rápido do investimento; a geração de energia limpa, a partir de fonte renovável, no caso, o sol; e a longa vida útil do equipamento são motivos mais do que suficientes para a construção da segunda usina fotovoltaica do município.
“Já temos uma parceria do tipo com a Light, que é a usina fotovoltaica do Roma, voltada para unidades da Secretaria Municipal de Educação (SME). E essa nova estação, além de beneficiar o meio ambiente, em pouco tempo vai gerar uma economia de quase R$ 5 milhões por ano, dinheiro que vamos investir em outras melhorias para a população. Todo mundo ganha.”
Unidade pioneira
A prefeitura inaugurou em junho de 2024, no bairro Roma, a Usina Fotovoltaica Miguel Archanjo da Rosa, que fornece energia elétrica para 19 escolas da rede municipal de ensino dentro do projeto Escola Sustentável. A unidade é fruto de parceria com a Light por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulamentado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A usina foi construída nas proximidades do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) e conta com um total de 832 placas fotovoltaicas para fazer a captação e conversão da luz do sol em energia elétrica.
Fotos de divulgação – Secom/PMVR.
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